terça-feira, 31 de janeiro de 2012

NÃO É UM CLÁSSICO, MAS ESSE DISCO É LEGAL PRA CARAMBA

Paulo Ricardo – Paulo Ricardo (1989)
Esse auto intitulado trabalho foi o primeiro lançamento de Paulo Ricardo após o término (ou primeiro término) do RPM.
Na época a crítica teve uma recepção morna ao disco, que transita por vários gêneros da música, mas analisando hoje vemos que é um bom disco.
Com uma sequência de abertura perfeita, o disco abre com “Cancões, Revoluções”, uma ótima música e dá prosseguimento com uma música perfeita que é “A Um Passo da Eternidade”. Vale frisar que nesse disco Paulo Ricardo ainda teve a ajuda de seu “ex-companheiro” de RPM Fernando Deluqui.
O blues tem lugar no novo repertório do vocalista e “Indo e Vindo” é uma ótima canção.
Claro que as baladas não poderiam faltar e “Sem Mim” é um ótimo exemplo, sempre contando com os vocais irrepreensíveis de Paulo Ricardo.
Tem também uma participação especial de Rita Lee em “A Fina Poeira do Ar”.
Tem alguns equívocos, claro que tem, mas pouca coisa e o disco passa fácil, principalmente o Lado A.


MEMÓRIA

Nessa seção, tentarei passar as emoções vividas nos shows que já presenciei.

48º show – Sepultura - Olympia – 07/11/96
Abertura: Ratos de Porão
Tour do “Roots” em São Paulo.
A noite foi iniciada com a massacrante abertura do RxDxPx. Clássicos atrás de clássicos e mostrando à todos o porquê de serem venerados mundo afora.
Agora, quanto ao Sepultura...foi mais um grande show. Quem dera que soubéssemos que seria um dos últimos com a formação clássica, não é mesmo?
Abrindo com “Roots Bloody Roots” (que hoje fecha as apresentações com status de clássico) e dando seqüência com “Spit” a banda pôs a prova toda a energia do público paulistano, ainda mais com “Territory”, que deve ter sido ouvida até em outros continentes.
“Roots” em seu lançamento foi criticado pelos diehard fans, mas para os apreciadores de boa música foi encarado como um dos discos mais originais do Metal Mundial, elevando a banda a praticamente a segunda força do Metal Mundial, “perdendo” nesse caso pro imbatível Metallica. Resumindo: um orgulho pro nosso Brasil.
“Breed Apart” sempre trazia em seu início um trecho de uma canção do pernambucano Chico Science e “Attitude” com seu berimbau na introdução era ainda mais poderosa ao vivo.
Confiando plenamente em seu novo material, a banda tocou boa parte do disco novo para os paulistanos, com destaques para “Straighthate” e “Dusted”.
Claro que os clássicos não ficaram de fora e o Sepultura é uma das bandas que mais tem clássicos no Metal Mundial. Foi um desfile: “Troops of Doom”, “Beneath The Remains” emendada com “Mass Hypnosis”, a neandertal “Necromancer”, a brutal “Biotech is Godzilla”, a festa percussiva de “Ratamahatta” e fechando com o clássico emprestado “Orgasmatron”.
Show do Sepultura é sem erro.
Perfeito, mesmo com a banda na época se despedaçando internamente.

DECEPÇÃO

Plebe Rude – Mais Raiva do Que Medo (1993)
É uma pena eu ter que colocar um disco da Plebe Rude aqui nessa seção.
É um disco bom? É.
Faz jus a discografia da Plebe? Não. Fica um pouco abaixo.
O que será que ficou faltando? Sinceramente eu não sei.
Tem músicas legais? Claro que tem. “Esse Ano” até hoje está nos shows da banda. Mas falta aquela pegada característica que só a Plebe Rude tem. Talvez devido ao período conturbado que a turma vivia na época.
Faixas como “Aurora” ou “Mundo Real” não merecem estar na discografia da banda, além da produção geral do disco ser muito fraca.


CLÁSSICOS DO ROCK

Alice In Chains - Dirt (1992)
“Dirt” é o segundo álbum de estúdio do Alice In Chains, disco que veio comprovar o talento de compor temos soturnos, mas ao mesmo tempo acessíveis.
Infelizmente também jogados no marketing que foi o grunge (como pode um “movimento” ter tantas bandas diferentes entre si?), a banda tinha que provar que era capaz de suplantar o hit “Man In The Box”. E isso, fizeram com louvor.
Com vendas milionárias, o álbum transformou a banda em mega atração pelo mundo, inclusive tocando no Brasil no extinto Hollywood Rock.
Abrindo com a pesadíssima “Them Bones”, a banda mostrou todas suas armas nesse disco diversificado e que teve todos seus clips exaustivamente exibidos na MTV.
A sequência com “Damn That River”, “Rain When I Die” e “Down in a Hole” já credencia esse disco a figurar em qualquer lista de melhor de alguma coisa.
“Rooster”, “Angry Chair” e “Would?” foram os outros hits do disco e que fizeram a banda crescer ainda mais.
A mistura de peso, melancolia, alguma esquisitice junto aos trabalho irrepreensível dos vocais e guitarras fizeram a banda figurar como uma das melhores dos anos 90.


CLÁSSICOS DO POP

Morrisey - Viva Hate
Primeiro disco solo de Morrissey, lançado em 1988 (menos de 1 ano após o fim dos Smiths) e que foi na época um dos álbuns mais aguardados da música pop. Produzido por Stephen Street, colocou um ponto final na opinião de alguns críticos que achavam que Morrissey não poderia continuar a carreira sem a guitarra de Johnny Marr.
Contando com a participação do guitarrista do Durutti Column, Vini Reilly e com orquestrações em algumas músicas, “Viva Hate” é um álbum fantástico composto de várias músicas maravilhosas.
Abrindo com “ Alsatian Cousin” que é uma música que funciona bem como introdução, tem as guitarras e baixo meio limpos mais ou menos como nos tempos dos Smiths.
Segue com “Little Man, What Now?”, pequena faixa que começa meio grudada com a anterior e que fala da história de um suposto astro-mirim que é barrado num programa de auditório dos anos 70.
“Everyday Is Like Sunday” é pop até a medula e no segundo refrão você já entendeu o porquê dela ter virado um hit, assim como “Suedehead” que é perfeita do início ao fim.
“Bengali In Platforms” é levada ao violão e segue uma qualidade constante do álbum.
“Angel, Angel, Down We Go Together” é orquestrada do início ao fim e sem destaque algum.
“Late Night, Maudlin Street” é pura melancolia nos vocais irrepreensíveis de Morrisey.
Morrisey foi o único dos Smiths que continuou com um trabalho consistente ao longo dos anos e merece todo o reconhecimento que tem nos dias de hoje.


ÚLTIMAS AQUISIÇÕES

Nessa seção, farei a resenha de algumas de minhas últimas aquisições:

Iron Maiden – The Final Frontier (2010)
O melhor disco do Iron Maiden desde “Brave New World”. Tenho dito. Para alguns pode não significar muita coisa, mas já é um alento, mesmo sabendo lá no fundo que “clássicos”, nunca mais.
O 15º álbum de estúdio da Donzela, mesmo com canções longas e pendendo para o lado progressivo do Maiden, é muito melhor que “Dance of Death” e infinitamente superior a “A Matter of Life and Death”.
O disco é aberto com a faixa “Satellite 15...The Final Frontier”, que combina uma intro marcada por uma bateria tribal e até então novidade para os padrões Maiden com a faixa título, que é muito boa e com seu refrão preparado pra todos cantarem nos shows.
“El Dorado” foi a faixa escolhida pela banda para apresentar o disco ao grande público, sendo liberada antes de seu lançamento oficial e traz aquele som de baixo que SOMENTE Steve Harris tem.
“Mother of Mercy” na minha opinião é a melhor música do CD e seu refrão é primoroso com um trabalho de guitarras magnífico.
“Coming Home” é a “balada” do álbum e poderia estar em algum disco solo de Bruce Dickinson.
“The Alchemist” é a faixa rápida que todo disco do Iron tem. A mais fraca do disco e me lembrou “The Mercenary” do “Brave New World”
“Isle of Avalon”, “Starblind” e “The Talisman” são destaques também com seus refrãos fantásticos, porém as introduções lentas continuam e se esse pequeno detalhe fosse limado, seria um álbum BEM melhor do que já é.
“The Man Who Would Be King” e “When the Wild Wind Blows” poderiam estar em “A Matter of Life and Death”, mas encerram o álbum com dignidade e espero que realmente não seja a fronteira final para a banda.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

CINEMA

QUEM VAI FICAR COM MARY? (1998)
(There´s Something About Mary)
Direção: Peter Farrely, Bobby Farrely
Com Ben Stiller, Cameron Diaz, Matt Dillon
Hilariante comédia dos bons tempos dos irmãos Farrelly, numa época em que se podiam fazer comédias politicamente incorretas sem o sentimento de culpa de ofender ninguém, pois tudo se resume a comédia pura e simples e não a ofensas.
O filme conta as desventuras de Ted (Ben Stiller) em suas tentativas de conquista de Mary (Cameron Diaz) desde a adolescência até a fase adulta.
A cena inicial onde Ted prende seu “membro” no zíper da calça é hilariante e dá o tom de escracho comandado pelos irmãos diretores.
Cenas “clássicas” como o gel de cabelo que Mary usa, faz parte do filme que ainda conta com a canastrice perfeita de Matt Dillon tentando atrapalhar os planos de Ted.
Quer ficar com aquele sorrisão estampado no rosto? Esse é o filme.